Os sistemas de IA física não podem depender apenas do raciocínio em grande escala, argumenta o presidente e CEO da NXP Semiconductors. Robôs, drones e veículos autônomos também precisam de respostas rápidas e confiáveis no local onde os acontecimentos ocorrem, sem esperar por um servidor distante.
O artigo contrasta tarefas como resolver equações, que as máquinas conseguem executar bem, com habilidades físicas cotidianas, como manter o equilíbrio, agarrar objetos e evitar obstáculos. No mundo real, atrasos e erros podem ter consequências que não podem simplesmente ser corrigidas ou revertidas, tornando essenciais a baixa latência, a eficiência energética e a confiabilidade.
O modelo proposto inspira-se no sistema nervoso humano, que distribui diferentes funções pelo cérebro e pela medula espinhal. Para as máquinas, o autor descreve três camadas coordenadas: um sistema de raciocínio para decisões de nível superior, uma camada de coordenação dos movimentos e uma camada de reflexos rápidos que opera na borda.
No exemplo de um humanoide carregando um pacote por um armazém, a camada de raciocínio escolhe para onde ir, enquanto a camada de coordenação ajuda o robô a caminhar com estabilidade. Se um objeto atingir seu braço, um sistema de reflexos baseado na borda precisaria reagir em milissegundos para recuperar o equilíbrio e proteger o pacote.
O artigo também afirma que a IA física precisa aprender a antecipar o comportamento dos objetos, incluindo seu peso, momento e atrito, em vez de apenas reagir ao que vê. Os modelos Vision-Language-Action são apresentados como uma forma de conectar percepção, instruções e movimento, embora executá-los dentro dos limites de energia e memória dos dispositivos de borda continue sendo um desafio de engenharia.
O autor argumenta que o progresso dependerá de processadores adequados a cada camada da inteligência robótica, além de ferramentas que facilitem o desenvolvimento de sistemas autônomos para dispositivos de borda. A confiança, conclui o artigo, precisa estar integrada ao sistema desde o silício, para que as máquinas se comportem de forma previsível e reajam com segurança a situações inesperadas.
Fontes: TechRadar.